Obrigado, Lucien Favre!

O técnico suíço comandou o Gladbach por quatro anos e meio
O técnico suíço comandou o Gladbach por quatro anos e meio

O Borussia Mönchengladbach fez história na temporada 2014/2015 da Bundesliga ao terminar na 3ª colocação e obter o direito de retornar a fase de grupo da Champions League após 38 anos, tudo isso foi possível graças a uma campanha espetacular no segundo turno do campeonato onde os Potros conquistaram o melhor aproveitamento, superando até o campeão Bayern de Munique, inclusive com uma vitória na Allianz Arena, tornando-se a única equipe a não sofrer gols ou ser derrotada pelo time da Baviera.

Uma campanha fantástica dessa não vem por sorte, sempre há um grande trabalho por trás e a resposta é muito fácil: Lucien Favre. O experiente treinador suíço conduziu de forma magnífica o Gladbach ao longo dos últimos anos. Ir a Champions League após 38 seria o grande feito dele? Não! O retorno a maior competição por clubes do mundo só foi possível porque o suíço assumiu o comando do time alemão em 2011 e conseguiu uma incrível recuperação para salvar os Potros do rebaixamento, após uma vitória nos playoffs de rebaixamento, com um gol salvador do brasileiro naturalizado belga Igor de Camargo.

Poucos imaginavam que o Borussia conseguiria, em curto período de tempo, retornar aos tempos de glória dos anos 70, mas Lucien Favre conseguiu. Na temporada seguinte ao quase descenso a 2.Bundesliga o Gladbach terminou em 4º no campeonato e conseguiu a classificação a Champions League, mas acabou sendo eliminado pelo Dinamo de Kiev nos playoffs de qualificação à fase de grupos. Todo esse avanço foi conquistado através da manutenção do time do ano anterior, com jovens de grande destaque, como o ponta de classe mundial Marco Reus, o volante Neustädter e o jovem Patrick Herrmann, além do experiente atacante Mike Hanke.

Fantástico! De quase rebaixado ao 4º lugar na Bundesliga, revelação de grandes valores, todos pensaram “Esse é o mais distante que o Borussia pode chegar”, mas não, Favre conseguiu reconstruir o time com outros bons nomes como Sommer, Stranzl, Kramer, Xhaka, Herrmann e a dupla dinâmica Raffael e Max Kruse. Com todos esses bons jogadores o Gladbach surpreendeu a Alemanha e o mundo ao conseguir finalizar a temporada passada em 3º lugar e retornar à Champions League após 38 anos, mas parou por aí. Contratações adequadas não foram feitas e a saída de Kramer e Kruse derrubaram o bom desempenho do time, que tem o seu pior início da história na Bundesliga com cinco derrotas em cinco jogos.

Essa má fase refletiu em uma triste e decepcionante decisão: o pedido de demissão de Lucien Favre. Claro, existem várias criticas a algumas decisões do treinador suíço, mas ele foi uma dos maiores responsáveis por reerguer o Borussia Mönchengladbach e devolver aos torcedores o sentimento de jogar uma Champions League novamente e enfrentar de forma competitiva contra os maiores clubes da Alemanha.

E agora, quem comandará o M’Gladbach nas próximas temporadas? Nomes como Jens Keller, Thomas Schaaf e Jos Luhukay são especulados. Klopp foi mencionado como ideal por uma das lendas do clube, Berti Vogts, mas o agente do treinador alemão disse ao BILD que não assumirá o comando dos Potros.Enquanto isso o treinador da equipe Sub-23, André Schubert assume o cargo de treinador momentaneamente.

Danke, Favre!

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