Coach profile: André Schubert, o revolucionário tático

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André Schubert tem a missão de dar continuidade ao bom trabalho da temporada passada

O Borussia não havia conquistado sequer um ponto após as cinco primeiras rodadas da Bundesliga e amargava a lanterna da competição mais importante do país. A forma com que o Gladbach se desenvolveu ao longo da última temporada depois de um terrível início foi um marco na história do clube e da Bundesliga. Nunca na história do torneio uma equipe conseguiu uma reviravolta como a alcançada pelos Potros após começar a competição com cinco derrotas consecutivas e, ao fim da temporada, alcançar a classificação para competições europeias.

O maior responsável por esse feito histórico? Sem dúvidas, André Schubert! O treinador alemão havia sido contratado no início da temporada 2015-2016 para assumir a equipe sub-23 dos Potros e, após a saída de Lucien Favre, ídolo da torcida, Schubert assumiu interinamente o comando do Borussia Mönchengladbach. Uma exibição extraordinária diante do Mainz 05, em que o time fez quatro gols em apenas vinte minutos, foi suficiente para perceber o potencial de André Schubert como treinador.

O novo comandante levou o M’Gladbach a uma incrível sequencia de seis vitórias consecutivas, quebrando alguns recordes na história do clube e também foi capaz de mostrar ao poderoso Bayern de Munique quem realmente manda no Borussia-Park, após uma exibição de gala diante dos tetracampeões.

Schubert alterou o esquema tático utilizado por Favre durante as últimas quatro temporadas (4-4-2 clássico) e começou a implementar seu próprio estilo de jogo e suas ideias ao lançar a equipe em um 3-4-3. A partir dessa mudança, o Gladbach apresentou um futebol atraente, rápido e ofensivo, algo que reflete a filosofia e a história do clube. Obviamente, como todos os treinadores, o sistema adotado por Schubert apresentou algumas falhas, principalmente no setor defensivo da equipe, que teve um dos piores números da temporada, no entanto essa deficiência pode ser explicada pelas inúmeras lesões no setor (Jantschke, Álvaro Domínguez e Stranzl que praticamente não jogaram na temporada).

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Formação tática adotada por Schubert

André não deu atenção às críticas e sempre afirmou que continuará a jogar de forma ofensiva, não importando quantos gols a equipe sofra, pois esta é a filosofia de jogo dele. Resultado? Apesar da inconsistência defensiva e péssima campanha fora de casa, Schubert foi capaz de liderar a equipe ao 4º lugar da Bundesliga e a classificação para os playoffs classificatórios da Uefa Champions League, muito graças ao desempenho espetacular da equipe no Borussia-Park.

Vale-se ressaltar também a empatia de Schubert, que comemorava efusivamente cada gol anotado pelos Potros, demonstrando estar inteiramente envolvido com o clube. E é disso que o Gladbach precisa!

4 comentários

  1. […] Dieter Hecking, um comandante muito mais conservador, assumiu o cargo, e como esperado, tornou a equipe mais pragmática – o que não é demérito, tendo em vista a situação encontrada pelo comandante quando assumiu o cargo. A ideia era gerar estabilidade, mesmo que isso significasse previsibilidade, além de um onze ideal notoriamente conhecido pela torcida e imprensa, contrapondo o “revolucionário” André Schubert – leia aqui e compreenda o estilo. […]

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