Euforia, expectativa, frustrações e despedida: o irregular caminho traçado pelo Gladbach na temporada 16-17

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Aproximando-se do término de mais uma temporada do futebol europeu, o Borussia Mönchengladbach certamente terá inúmeras situações para refletir, essencialmente após eliminações frustrantes na Europa League e DFB Pokal – perdendo a chance de reerguer uma taça após 22 anos.

Após uma excelente recuperação na temporada passada – fazendo com que a equipe conquistasse pelo segundo ano consecutivo, uma vaga na Champions League, mesmo depois de um início terrível de temporada, o destino dos Potros não foi o mesmo na atual campanha, pois apesar de ter começado de uma maneira espetacular – com vitórias convincentes diante do Young Boys pela fase preliminar da UCL, empolgando a torcida, principalmente por conta das grandes atuações de Thorgan Hazard e Raffael.

Com um elenco enxuto e reposições que não estavam a altura dos  jogadores que saíram – peças importantes como Stranzl, Nordtveit e Xhaka deixaram a equipe – a equipe se viu em dificuldades para superar a sequência cansativa de jogos em um calendário apertado devido ao número de competições em disputa, algo que acabou culminando na saída do técnico André Schubert, que fizera um excelente trabalho na temporada anterior – com destaque para o retrospecto da equipe como mandante.

Nem mesmo a excelente exibição da equipe diante do poderoso Barcelona fez com que as coisas voltassem a se encaixar. Diante dessa situação e próximo da zona de descenso, Max Eberl optou pela contratração do experiente Dieter Hecking para o comando técnico dos Foals, o que, ao menos a principio, foi suficiente para que o Borussia retomasse seu rumo, conquistando importantes triunfos no returno – maioria deles fora de casa, ao contrário do panorama da temporada passada.

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Apresentando um futebol mais ortodoxo e menos plástico como gostava o antigo treinador Schubert, os Potros conseguiram uma espetacular reviravolta diante da Fiorentina pela Uefa Europa League, no entanto, em um confronto doméstico, acabaram falhando perante o Schalke 04, mesmo após abrir boa vantagem atuando em casa, aumentando ainda mais o sofrimento dos torcedores nas partidas realizadas no Borussia-Park.

Não bastasse a eliminação na segunda competição continental mais importante, o Gladbach ainda torturou seu torcedor mais uma vez, com outra eliminação atuando dentro de seus domínios, para o Eintracht Frankfurt, nas semifinais da DFB Pokal – mesmo com a chance de reerguer uma taça após 22 anos. Além das eliminações nas Copas e uma campanha aquém do usual para o clube na Bundesliga, o clube ainda confirmou que perderá seu jogador mais talentoso: Mahmoud Dahoud, jovem meio-campista revelado pelos Potros deixará a equipe ao término da atual temporada para se juntar ao Borussia Dortmund, em uma transferência de valor ínfimo para a capacidade do jovem talento.

Diante de chances quase que irreais de se classificar a Europa League da próxima temporada, a direção terá muito para refletir se quiser retomar o caminho de sucesso traçado ao longo dos últimos cinco anos – com quatro participações em competições europeias no período, sendo duas delas na Champions. Restará ao diretor Max Eberl, de contrato renovado, utilizar com sabedoria sua capacidade de mercado, já mostrada outrora.

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