Em meio à busca por reconstrução, Borussia Mönchengladbach completa 117 anos de história

gladbach

Ao contrário do início das últimas temporadas, quando a perspectiva de sucesso era alta, o cenário se apresenta de forma diferente no 117º aniversário do Borussia Mönchengladbach, um dos maiores clubes alemães da história. Após uma temporada turbulenta e ausência nas principais competições europeias, os Potros buscam reconstrução – essencialmente de sua essência futebolística.

Algo complexo, no entanto, uma vez que o escolhido para suceder o revolucionário tático André Schubert foi Dieter Hecking, um comandante mais ortodoxo e simplista. Diferentemente de seu antecessor, Hecking utiliza uma formação padrão – e bem mais conservadora, inclusive. Caracterizado por um futebol bonito envolvente, o time comandado por Schubert sucumbiu perante a pesada sequência de partidas na temporada passada, entre a Champions e Bundesliga, culminando em um desgaste e posteriormente sua demissão do clube.

Análise: Borussia M’Gladbach precisa de mudanças

Dieter Hecking, treinador renomado, reconhecido por sua seriedade e estilo conservador de jogar, opõe-se as principais características de jogo do clube. O novo comandante foi capaz de retirar os Foals de uma parte incomoda da tabela, mas falhou na sequência de seu trabalho, acumulando eliminações caóticas em casa, sobretudo com atuações abaixo da crítica, sem praticar o futebol agressivo e vistoso de outrora. O treinador desperdiçou, inclusive, a chance mais clara do Gladbach voltar a levantar uma taça – algo que aconteceu há 22 anos. A eliminação perante o Eintracht Frankfurt nas semifinais da DFB Pokal foi o ponto crítico da temporada passada.

Obrigado, Lucien Favre!

Em uma busca de retomar o caminho de sucesso trilhado ao longo das últimas temporadas – participações convincentes na Champions League e Europa League – os Potros se movimentaram no mercado, principalmente com a chegada de Vincenzo Grifo, jogador de boa qualidade técnica, especialista em bolas paradas e chutes de fora da área, algo que o time sentia falta.  Apesar disso, o clube liberou Nico Schulz, que teve boa sequência no final da temporada passada, mesmo ciente de que Oscar Wendt, o titular da posição, já não vem apresentando o mesmo desempenho de outros tempos, além de ser experiente.

Dessa forma, com praticamente a base das últimas temporadas, o clube se prepara para retomar o caminho de sucesso conquistado ao longo das últimas temporadas. A missão é toda sua, Dieter Hecking!

2 comentários em “Em meio à busca por reconstrução, Borussia Mönchengladbach completa 117 anos de história

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  1. Particularmente não curto muito o trabalho do Hecking. Eu adoraria ver um técnico tipo o Rudi Garcia no comando dos potros, ou mesmo sim treinador não “padrão clássico”, como o Thomas Tuchel. Você vem acompanhando os amistosos de pré-temporada? Como está o desempenho dos novos contratados como o Zakaria, Oxford, Ginter, Grifo, ou mesmo as jovens promessas como o Villalba e o Cuisance?

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    1. Também não curto o estilo do Hecking, prefiro futebol ofensivo. Oxford, Grifo e Cuisance foram bem. Zakaria fez gol e foi destaque de uma partida, mas começou depois a pré-temporada. Ginter jogou apenas uma partida e o Villalba somente alguns minutos, devido a concussão que teve nos primeiros dias da preparação.

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