Expectativa, surpresas, decepções e lesões: temporada 2017-2018 do Borussia Mönchengladbach passada a limpo

potros

Havia certa expectativa em relação à temporada do Borussia Mönchengladbach, uma vez que o técnico Dieter Hecking, contratado na temporada passada, executou com eficácia o trabalho que lhe foi designado: encontrar uma estabilidade e estabelecer uma equipe titular, mas ao final das contas, tudo caiu por terra.

Após um excelente trabalho comandando o Wolfsburg, Dieter Hecking foi demitido pela direção dos lobos e posteriormente contratado pelo Gladbach para repor a saída de André Schubert – bastante questionado por suas variações táticas e ausência de uma equipe titular bem definida. É verdade que isso era nada mais nada menos que a metodologia do treinador, contestado por vozes dentro do clube, apesar da resistência de Max Eberl, que bancou o treinador e ainda estendeu seu contrato.

O experiente Dieter Hecking chegou e conseguiu, do seu modo, organizar a equipe e evitar qualquer perigo que pudesse pairar sobre o clube em relação ao rebaixamento, no entanto, com reforços pontuais, não conseguiu que a equipe realizasse uma boa temporada e, após 34 rodadas, foi difícil detectar qualquer tipo de plano de jogo ou jogadas trabalhadas – a exceção das bolas paradas. Não se pode negar o fato de que o surto de lesões afetou consideravelmente o trabalho do comandante dos Foals, mas a verdade é que não havia confiança alguma da torcida em uma possível melhora.

Jogadores de considerável valor chegaram ao clube, como Matthias Ginter e Vincenzo Grifo, todavia foram os jovens jogadores que atraíram destaque, como Denis Zakaria e Michael Cuisance – o último um achado de Max Eberl, contratado por €250mil, hoje está avaliado em €7,5m, isso em menos de um ano de clube. Contratado junto ao Dortmund, Ginter foi titular em todas as partidas do clube na temporada, e apesar de não ser a solução dos problemas ou o causador dos mesmos, teve um desempenho apenas razoável. Já o italiano Vincenzo Grifo, reforço vindo do Freiburg, teve poucas oportunidades e foi afetado por lesões no inicio de sua trajetória.

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Michaël Cuisance surpreendeu a todos com seu enorme potencial (Foto: Divulgação/Zimbio)

O bom futebol apresentado no Freiburg fez com que a torcida criasse empolgação em relação ao futebol do italiano, que, de fato, é um ótimo jogador. O meia-atacante, no entanto, foi misteriosamente preterido durante toda temporada, mesmo com seguidas atuações de baixo nível por parte de Jonas Hofmann e até mesmo Patrick Herrmann – esse último escalado de forma errônea, quase como um suporte de lateral, causando baixo rendimento.

Em meio a toda instabilidade e revolta da torcida – que chegou a invadir o gramado depois da vitória do Hertha Berlin para protestar -, alguns garotos da base foram lançados ao profissional, mesmo que com pouquíssimos minutos, casos de Mandela Egbo, Florian Mayer e Marcel Benger, além de outros que fizeram parte da delegação em algumas partidas, como Herzog e Beyer.

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Marcel Benger foi um dos jovens a debutar profissionalmente com a camisa dos Potros (Foto: Divulgação/Borussia)

O jogo de abertura da temporada havia dado uma boa perspectiva a torcida, após excelente atuação diante do rival Köln, em triunfo por 1 a 0, com bom futebol e várias chances criadas – apesar do desperdício. Em meio a instabilidade que se instalou na temporada, os Potros tiveram seu ápice ao superar o Bayern de Munique comandado por Jupp Heynckes por 2 a 1 – selando a primeira derrota do maior ídolo dos Foals no comando dos bávaros em seu retorno. Depois disso, no entanto, o time sucumbiu. Foram inúmeras atuações abaixo da média durante os primeiros meses de 2018, e aquilo que poderia ter sido uma posição vice-liderança, tornou-se o velho 9º lugar alcançado na temporada passada.

O desempenho mediano pode ser entendido pelos números do clube na temporada: 13 vitórias, oito empates e 13 derrotas, com 47 gols feitos e 52 sofridos, ou seja, saldo negativo, justamente com um técnico notoriamente reconhecido por montar bons sistemas defensivos em detrimento ao futebol ofensivo – filosofia do clube, motivo pertinente para que o experiente Dieter Hecking não tenha obtido sucesso até aqui.

Desde a temporada 11-12, essa é a primeira vez que clube ficará fora de competições europeias por duas campanhas consecutivas – havia ocorrido somente na temporada 12-13, quando o Borussia ficou em 8º. Com o fim da temporada, o diretor Max Eberl terá algum tempo para analisar toda a situação e pensar se realmente deve manter o voto de confiança em Dieter Hecking.

Posição: 9º

Artilheiro: Thorgan Hazard – 10 gols

Assistente: Thorgan Hazard – 8 assistências

Contratação da temporada: Denis Zakaria (€12m)

Pior contratação da temporada: Raúl Bobadilla (€2m)

Jovem jogador da temporada: Michael Cuisance (18 anos)

Jogador da temporada: Thorgan Hazard

Decepção da temporada: Lars Stindl

Surpresa da temporada: Josip Drmic

Time base: Sommer, Elvedi, Ginter, Vestergaard, Wendt; Kramer, Zakaria, Hofmann (Herrmann), Hazard; Raffael e Stindl

3 comentários em “Expectativa, surpresas, decepções e lesões: temporada 2017-2018 do Borussia Mönchengladbach passada a limpo

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  1. confesso que fiquei meio decepcionado por não irmos para competições europeias…espero q possamos melhorar muito proxima temporada. Estou ansioso desde já kkkk

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