Ex-jogador e destaque como gestor: conheça Max Eberl, o diretor que reinventou o Borussia Mönchengladbach

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Foto: Divulgação/DFB

Notoriamente reconhecido pelo excelente trabalho realizado como diretor esportivo, cargo que ocupa desde 2008, Max Eberl, também ex-jogador do Borussia Mönchengladbach, é responsável direto pela guinada do clube na história recente.

Como jogador, Eberl atuou no Borussia entre 1999 e 2005, em 146 partidas, contribuindo com três assistências, preferencialmente como lateral-direito, sua posição de origem. Depois de encerrar sua carreira, Eberl continuou no futebol, mas em outra função, como coordenador de formação, também no Borussia, cargo que ocupou até assumir a direção de futebol em Outubro de 2008, fato que definitivamente mudou a história do clube.

Passando por inúmeras temporadas ruins e amargando posições indesejadas na tabela de classificação, o Borussia chegou a ser rebaixado pela 2ª vez em sua história na temporada 2007/2008, e foi nesse momento em que o talento administrativo e esportivo de Max surgiu. Desde então, os Potros conseguiram o acesso imediato, e, após o retorno a elite, começaram um processo de estabilização e o retorno como protagonista, destacadamente após a campanha histórica de recuperação na campanha 2010-2011, sob a tutela de Lucien Favre, contando com suporte maciço do diretor Max Eberl em diversas situações, como por exemplo, a promoção de Ter Stegen, 18 anos na época, como goleiro titular, em meio ao caos na tentativa de evitar um novo descenso.

Desde o período em que assumiu, Eberl realizou alguns negócios impecáveis, atraindo interesse do Bayern de Munique, seu clube de formação, mas o alemão optou por permanecer em Mönchengladbach e estendeu seu vínculo até 2022. Jogadores como Dante, Juan Arango, Marco Reus, Stranzl, Nordtveit, Xhaka, Raffael, Stindl foram contratados na gestão do diretor, que executou excelentes negócios, tanto financeiramente quanto esportivamente, como nos casos de Granit Xhaka e Jannik Vestergaard (nesse caso, apenas financeiramente), as duas maiores vendas da história do clube, respectivamente por €45m e €25m, para Arsenal e Southampton.

O período de Eberl, no entanto, não se resumiu a glórias, somente, algo totalmente natural em um âmbito tão incerto quanto o futebol, mas de toda forma, o diretor sempre mostrou olho clínico para bons negócios, essencialmente com jovens de extremo potencial, tendo como exemplo os jogadores que se destacaram nas últimas temporadas como László Bénes, Nico Elvedi, Cuisance, Zakaria e recentemente Florian Neuhaus, que terá na campanha 2018-2019 a sua primeira oportunidade com o elenco principal dos Foals. Nesse meio tempo, Eberl chegou a ser questionado, tendo em vista o péssimo desempenho obtido nas últimas duas temporadas – duas campanhas em 9º lugar.

Em meio a uma possível estagnação, o diretor voltou a mostrar sua perspicácia na atual janela de transferências, realizando negócios pontuais, como as contratações de Poulsen (futuro substituto de Wendt), Keanan Bennetts (promessa para o ataque), Michael Lang (lateral ofensivo e de boa qualidade) e a principal contratação, do atacante Alassane Pléa, negócio mais caro da história do clube, contratado junto ao Nice pela bagatela de €23m + bônus.

Portanto, após mais uma boa participação de Eberl no mercado e um bom elenco a disposição, não restam desculpas para o treinador Dieter Hecking, que chega ao seu último ano de contrato extremamente pressionado pela campanha apenas mediana na temporada passada. A bola é tua, Hecking.

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