O outro lado do futebol – Raúl Bobadilla fala sobre erros na carreira: “Acabei comigo mesmo”

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Foto: Divulgação/Imago

O centroavante Raúl Bobadilla vivenciou altos e baixos nos últimos anos. O paraguaio de 31 anos esteve bem ativo na Bundesliga, defendendo Borussia Mönchengladbach e Augsburg – clube o qual é ídolo – mas passou por momentos difíceis especialmente na Suíça graças a erros disciplinares, os quais não fazem bem pra reputação.

Em uma entrevista ao portal ‘Blick’ o atual jogador do Argentino Jrs falou sobre sua dura experiência de vida – devido a uma infância marcada por pobreza e violência: “Foi um risco também porque deixei a escola aos 15 anos de idade”, afirmou Bobadilla, que não sabe qual rumo teria sua vida caso não tivesse atuado pelas categorias de base do Boca Juniors.

Aos 12 anos ele teve que trabalhar duro pelo futuro de sua carreira, uma vez que a família passava por um momento delicado financeiramente – o pai estava desempregado: “Acorda cedo, ia pra escola e ao meio-dia pegava um ônibus por três horas pra treinar, depois mais três pra voltar. Eu fui a casas de pessoas ricas, limpando piscinas e fazendo trabalho de jardinagem com um amigo que até hoje trabalha com isso – eu acordava às 7h e voltava 22h pra casa”, completou o atacante.

Sem futuro no Boca, aos 13 anos de idade, ele não obteve sucesso em outras academias de futebol em Buenos Aires. No entanto, o Club Atlético Belgrano confiou no talento de Bobadilla – um momento de sorte, depois de tudo: “Foi uma coincidência a cooperação com o River Plate (ele foi para o River depois) – e o treinador me levou junto”, afirmou.

O excesso de álcool e mais alguns erros levaram Raúl a novamente mudar de time – foi para o Concordia Basel, alcançando excelente desempenho ao anotar 18 gols em 28 jogos, garantindo uma transferência ao Borussia Mönchengladbach – onde foi diversas vezes multado pela polícia, pelo excesso de velocidade no trânsito. Pouco tempo depois, o paraguaio retornou a Suíça, dessa vez para o Young Boys e rapidamente retornou ao Basel – um erro que ele se arrepende até hoje: “Deu certo em todas as áreas, mas eu queria mais, o Basel era mais e eu me mudei, também por causa de Murat Yakin (que o havia treinado no Concordia), que era o treinador lá”, salientou o atacante.

Apenas meio ano depois, Bobadilla retornaria a Alemanha para defender o Augsburg, devido a mais um incidente no trânsito – ele foi pego dirigindo uma Maserati a 111kh/h: “Quando o policial me parou, imediatamente eu percebi o erro que havia cometido e pensei – eu sou o maior idiota, que burro que sou. Eu sou o responsável por esse escândalo e não quero passar pano pra essa situação, você não pode dirigir com raiva, acabei comigo, estava completamente sozinho naquele momento”, analisou Bobadilla.

A raiva não pode tem justificativa, mas gostaria de explicar porque fui tão longe: “É importante para mim explicar a Suíça o tipo de pessoa que sou. É difícil, de repente, viver na Suíça depois de sair de uma região pobre na América do Sul. Tudo era ‘uau’ e grandes festas e você tem muita grana como jogador de futebol, carros rápidos e tentações”, analisou.

Agora, aos 31 anos, Raúl Bobadilla tem o desejo de retornar a Suíça, mesmo tendo retornado recentemente ao Argentino Jrs: “Tenho apenas bons sentimentos em relação à Suíça – poderia ter feito uma carreira maior do que a de Mo Salah e ainda estaria na Premier League hoje, estou convicto disso”, finalizou o centroavante, que defendeu o Borussia Mönchengladbach em duas oportunidades – em 2011 e posteriormente em 2017.

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