Do sucesso a lama: Incompetência de Dieter Hecking afunda o Borussia Mönchengladbach

media.media.9c277342-515c-4ca8-a1e7-faf63e29a4a8.original1024
Foto: Divulgação/Stuttgarter-nachrichten

A temporada 2018-2019 aparentava ser a redenção do Borussia Mönchengladbach, que realizou campanhas apenas razoáveis nas últimas duas temporadas. O início de campanha foi fantástico, superando inclusive o poderoso Bayern de Munique na tabela de classificação pelo 2º posto da tabela – mas o conto de fadas começou a virar um pesadelo.

Pontuação semelhante ao último título conquistado – 1976-1977 – sequência incrível de triunfos como mandante – 12 vitórias consecutivas, igualando recorde histórico, início de returno fantástico com três vitórias nos três primeiros jogos (Leverkusen, Augsburg e Schalke 04). Tudo parecia encaminhado para o retorno dos Foals à Uefa Champions League, ou no pior dos cenários, a Europa League.

Depois de um inesperado revés para o Hertha Berlin, dentro de casa, quebrando a sequência histórica no Borussia-Park, os potros iniciaram um período vertiginoso de declínio técnico e mais visivelmente, mental. O time ainda foi capaz de realizar uma excelente partida diante do Eintracht Frankfurt, fora de casa, e injustamente não saiu vencedor: esse foi apenas um lapso, mas nada voltaria a ser como o bom e velho futebol praticado pelo Borussia.

O até então certeiro 4-3-3 de Dieter Hecking começou a apresentar falhas, não pelo trabalho tático do técnico, mas certamente por algum problema na mentalidade dos atletas, que rapidamente se abalavam com qualquer gol sofrido – especialmente no início das partidas, um marco dos DieFohlen na temporada. Derrotas pesadas e seguidas para Wolfsburg e Bayern de Munique, por 3 a 0 e 5 a 1, respectivamente, e ambas em casa, minaram ainda mais a confiança de uma já abalada equipe. Uma exibição burocrática foi suficiente para garantir os três pontos diante do Mainz 05, fora de casa, mas tampouco revitalizou a confiança da equipe, que na rodada seguinte, não passou de um empate com o Freiburg.

O desgaste era evidente, então o Borussia Mönchengladbach necessitava de uma pausa e a data Fifa não poderia ter vindo em um momento melhor, entretanto, em pouquíssimos minutos da partida em Düsseldorf, contra o rival local Fortuna, pode-se ver que a força mental, alinhada a apatia tática e técnica, não havia mudado. Mesmo sem seu melhor jogador, Lukebakio, suspenso, o Fortuna, uma das equipes mais fracas da liga, conseguiu abrir 3 a 0 em pouco mais de 15 minutos.

Não é de total responsabilidade do técnico, obviamente, pois o mesmo estava realizando um trabalho espetacular até a 20ª rodada, mas algumas decisões precisam ser feitas, e até aqui pouco vimos. Lars Stindl, longe de sua melhor forma, segue intocável na equipe titular, mesmo tendo anotado somente três gols em toda temporada, Jonas Hofmann já não apresentava o mesmo futebol da primeira metade de temporada, talvez pela perda de confiança da equipe, pois trata-se de um jogador altamente dependente do coletivo. De qualquer forma, Dieter Hecking poderia ter testado sistemas, mudanças de jogadores, mas o comandante alemão parece intransigente quanto a isso.

Nesse meio tempo, o Gladbach vai perdendo o ímpeto e o retorno às competições europeias, ficando em xeque…

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s