Max Eberl fala sobre o ressurgimento do Gladbach: “Olhar para o que conquistamos com mais orgulho”

Foto: Divulgação/Borussia

Desde 2012, as expectativas em relação ao Borussia Mönchengladbach são crescentes, e o diretor esportivo Max Eberl sempre responde “sabemos de onde viemos”. Em entrevista ao site oficial do clube, o diretor voltou a falar sobre o assunto:

Todo mundo está cansado de ouvir isso, eu sei. A alta expectativa no Borussia ainda está relacionada aos anos 70, quando o clube teve sua era mais vitoriosa. É sempre simplificado a: ‘o clube estava em declínio há alguns anos e agora está automaticamente de volta como um grande clube novamente’. Quando eu pergunto onde o Borussia estava entre 1997 e 2010, ninguém quer escutar. Desde que retornamos às competições europeias em 2012 – a primeira vez que qualificamos em 16 anos, aliás, todo mundo assume que o Borussia é um clube que deve estar na Europa (UEL/UCL)”, afirmou Eberl.

Então, o dirigente foi perguntado ‘então, o que é o Borussia?’: “Sou realista e gosto de ver toda verdade. É claro que quero ganhar tudo, mas se eu prometer muito, pode vir a ser um tiro pela culatra e não fará favor a ninguém. A DFL divulgou um relatório financeiro há algumas semanas, e se você for por lá, então não somos um dos candidatos ao futebol continental – existem outros clubes mais ricos do que nós. Conseguimos ‘desmentir’ esses números nos últimos anos com criatividade e paciência – classificamos cinco vezes para as competições europeias desde 2011. Estou neste clube tempo suficiente e conheço bem a história para dizer que isso é algo extraordinário para o Borussia. Provamos que somos capazes de fazer, mas não significa que devemos fazer”, analisou.

Por fim, Max Eberl, diretor de sucesso do Gladbach, que inclusive esteve no radar do Bayern de Munique por diversas vezes, falou sobre a diferença de orçamento ao longo dos anos: “Olhando ali para 2008, o orçamento do elenco era de €16 milhões – o elenco inteiro! Estávamos lutando contra o rebaixamento naquela época. O clube se desenvolveu de forma incrível desde então, mas então chegamos a um ponto crítico: chegamos a alguns limites ao longo do caminho – também porque estabelecemos esses limites. Alguns deles dizem respeito ao aspecto moral, porque não queremos dizer sim para tudo. Não há um investidor que tenha voz em tudo, não temos patrocinadores/investidores questionáveis e seguimos respeitosamente a regra do 50+1, e talvez não tenhamos as possibilidades de resultado que alguns tem”, afirmou o diretor.

Max terminou a entrevista enumerando os benefícios da caminhada dos Foals ao longo desses anos: “Entretanto, penso que todas essas decisões são as que deixam nossos torcedores contentes – temos uma estrutura sólida e criamos para nós mesmos. Criamos o FohlenCampus com o próprio núcleo educacional, Borussia-8-Grad e o FohlenWelt – tudo isso dá ao clube mais sustentabilidade e identidade, seria muito satisfatório se todos apreciassem o ‘pacote’ Borussia um pouco mais”, finalizou.

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