Apesar da estreia decepcionante, o torcedor do Borussia Mönchengladbach pode se animar com a nova filosofia

Foto: Divulgação/Borussia

A expectativa com o novo treinador, Marco Rose, era grande, uma vez que o comandante alemão obteve imenso sucesso na Áustria, guiando o Red Bull Salzburg a várias conquistas e boa participação na Uefa Europa League, além de apresentar ideias condizentes com a história do clube: futebol bonito, ofensivo e confiando em jovens jogadores.

A estreia, no entanto, foi frustrante. Diante de um time mediano do Schalke 04 – principalmente no quesito ofensivo, setor inoperante dos azuis reais. Talvez surpreendido pela boa marcação imposta pelo técnico David Wagner, o Borussia pouco produziu na etapa inicial – situação que também pode ser explicada pela presença de Denis Zakaria como ‘6’, o primeiro volante da linha, devido as ausências de Kramer e Strobl, ambos lesionados. Dessa forma, a saída de bola não teve a mesma velocidade e durante toda primeira etapa foi um empecilho, parando na marcação alta do Schalke, que teve as melhores oportunidades da primeira metade.

Na etapa complementar, a história foi diferente, e o Gladbach conseguiu colocar uma pressão nos adversários, mas voltou a pecar em outro detalhe: a finalização. Alassane Pléa, por exemplo, teve duas oportunidades claríssimas para abrir o marcador, porém acabou falhando na conclusão da jogada. O meio-campo, principal limitador do jogo dos Foals, melhorou na segunda etapa, principalmente com a boa participação de László Bénes, que deverá ganhar oportunidades com a saída de Michaël Cuisance. Por outro lado, Florian Neuhaus, atuando pela esquerda na faixa de meio-campistas, teve atuação abaixo, também pelo fato de estar acostumado a jogar pela direita, local ocupado por Bénes nesse confronto.

Bénes iniciou uma partida de Bundesliga pela primeira vez desde Maio/2017 (Foto: Divulgação/RP Online)

Alguns detalhes do plano de jogo desejado por Rose foram vistos, como a marcação alta, boa troca de passes (por alguns períodos) e rápida recuperação de bola – vale-se ressaltar a força do adversário, que ofensivamente, era praticamente inexistente. Sem a presença de Neuhaus pela direita, o flanco virou uma lacuna e o Borussia não foi capaz de aproveitar a boa presença de Stefan Lainer pelo corredor de ataque. Na frente, além da ineficiência de Pléa durante essa partida, a dupla de ataque não funcionou bem, ainda demonstrando falta de ritmo (atuaram juntos em apenas um amistoso a na DFB Pokal).

Por fim, o ponto negativo na primeira apresentação de Marco Rose diante da torcida foi a presença de Breel Embolo como articulador de jogadas, uma decisão extremamente equivocada, por se tratar de um velocista – provavelmente seria útil na ideia de pressão alta, mas jogando como atacante. O brasileiro Raffael, em boas condições físicas, deveria ser visto como uma melhor opção para o setor. Algo que Rose deverá perceber com o tempo..

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