Marco Rose e a rápida transformação do Borussia Mönchengladbach

Foto: Divulgação/Sportbuzzer

Surpresa nas maiores ligas europeias, o Borussia Mönchengladbach liderou o campeonato alemão por um bom período da temporada, algo inimaginável devido a presença do poderoso Bayern de Munique, além do Borussia Dortmund e do ambicioso RB Leipzig. Com tantos fatores distintos e claramente superiores, aonde está a diferença? No comando técnico e no excelente trabalho realizado até o momento por Marco Rose e sua equipe.

Contratado na atual temporada para substituir o antiquado Dieter Hecking, o atual comandante, Marco Rose, e seu staff de extrema qualidade vêm produzindo resultados surpreendentes, mas não para por aí, o desempenho está ao alcance dos resultados, e em alguns casos, ainda injusto – como nas derrotas sofridas diante do Dortmund, pela Pokal e no campeonato alemão.

Adepto de um estilo de jogo baseado no gegenpress – pressão alta e transições rápidas – o novo comandante dos Foals planejou e obteve uma boa pré-temporada, com bom desempenho de jogadores importantes, assim como bons resultados, apesar que esse último item não é tão relevante, pois se trata de uma pré-temporada. Tanta expectativa, porém, foi frustrada logo na estreia da Bundesliga, diante do Schalke 04, no Borussia-Park, pois o que se via era uma equipe engessada, sem muitas ideias criativas, algo totalmente inverso ao estilo de jogo desejado por Rose.

Muita expectativa, muita frustração, foi o que a maioria dos torcedores sentiram naquela partida. O desempenho aquém pode ser explicado pela insistência do técnico alemão por seu esquema de jogo preferido, o 4-4-2 diamante – com três volantes e um meia de criação, abdicando dos pontas, algo extremamente eficaz na história do clube, caracterizado por ter pontas de qualidade, algo que também pode ser visto no elenco atual, moldado para esse estilo de jogo.

Thuram vem sendo peça fundamental no esquema tático de Maro Rose (Foto: Divulgação/Borussia)

Inteligente que é, Marco Rose não “morreu abraçado” com a tática e resolveu mudar, redirecionando Marcus Thuram para a ponta esquerda, função preferida do francês – e foi aí que o reforço começou a brilhar com a camisa dos Potros, desde a entrada no segundo tempo do confronto diante do Fortuna Düsseldorf, alcançando, com dois gols, uma virada inesperada após uma partida morosa. Desde então, Thuram passou a comandar o poderio ofensivo do Gladbach, que não dá descanso aos adversários – responsável por engatar uma excelente sequência de vitórias dentro da Bundesliga – são sete triunfos nos últimos oito jogos, exceção a derrota perante o Dortmund, em uma jornada que os Die Fohlen poderiam ter ao menos empatado.

Ademais, as contratações foram pontuais e de rápido encaixe na equipe – Lainer resolveu problema na lateral-direita e tomou conta da posição; Elvedi e Ginter continuam consistentes na defesa, como uma das melhores duplas da liga, apesar de desleixos do alemão; Oscar Wendt, tão criticado, voltou a apresentar um excelente nível de jogo, e agora tem a companhia de Ramy Bensebaini, outra arma importante pela esquerda.

O incansável Denis Zakaria segue produzindo exibições do mais alto nível, contando com a ótima inserção de László Bénes na equipe titular; no ataque, Marcus Thuram segue implacável e tem se tornado um pesadelo na vida dos defensores adversários, enquanto Patrick Herrmann, novamente com espaço, pode mostrar sua qualidade mais uma vez.

O único aspecto negativo e marcante foi a eliminação precoce na Europa League, diante do Basaksehir, em pleno Borussia-Park. O Gladbach estava encaminhado como líder do grupo, mas ‘pipocou’ na partida final.

Marco Rose não precisou, ao menos até aqui, de um elenco estrelado ou de um ‘caminhão’ de dinheiro para praticar o excelente futebol demonstrado pelo Borussia, apenas se limitou a aplicar uma filosofia de jogo, que agradou aos jogadores, alinhados a capacidade dele e de sua equipe técnica em maximizar a produtividade de todos os comandados – a presença do técnico fez até com que Yann Sommer defendesse uma penalidade, portanto, merece respeito. Max Eberl, que grande escolha.

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