Em entrevista exclusiva ao Gladbach Brasil, o maestro Raffael falou sobre o futuro da carreira, tempo de jogo, diferença nos sistemas táticos e exaltou a torcida do Gladbach: “É difícil descrever o que sinto com essa torcida, tudo que vivi e estou vivendo”

Foto: Arquivo Pessoal/Renan Tokuda

Raffael Caetano de Araújo, ou simplesmente Raffael, o ‘maestro’ brasileiro figura entre os maiores ídolos da história do Borussia Mönchengladbach, equipe de extrema importância e grande magnitude no futebol alemão. Cearense e bem reservado, ele conquistou a torcida e se aproxima dos sete anos defendendo as cores dos Potros.

De forma exclusiva, o ‘Gladbach Brasil’, que agora é oficialmente um fã clube do Borussia, sob o nome ‘Die Fohlen Brazil’, conseguiu outra entrevista com Raffael – que está entre os maiores goleadores da história do clube, ocupando o 11º lugar, com 71 gols marcados e 35 assistências em 198 jogos.

1 – Raffa, você está próximo de completar sete anos de Borussia, sendo o clube que você ficou por mais tempo na carreira. Agora, depois de tanto tempo, como você enxerga sua relação com o Borussia em sua vida?

“O Borussia se tornou minha casa, escolhi ficar aqui, escolhi esse time porque me sinto bem e praticamente em casa, depois de tantos anos, estou para completar sete anos. É o time que mais joguei na minha carreira, me sinto muito feliz de estar jogando aqui ainda e de me sentir bem com todos do clube”

2 – Apesar da boa campanha na atual temporada, você tem sido pouco acionado, evidente que seu desejo é de jogar mais. Como você se mantém motivado mesmo diante dessa situação?

“Procuro estar tranquilo, concentrado, fazendo o meu trabalho, aquilo que sei fazer de melhor. Em relação a ser utilizado pouco, é opção do treinador e a gente tem que respeitar e tentar dar o melhor. Estou tentando sempre ficar em forma, pra quando precisar de mim, eu esteja preparado – isso faz parte do futebol, não é uma questão que me desmotiva, pelo contrário, é um desafio e procuro lidar da melhor maneira possível

3 – Seu contrato vai até o final da atual temporada, já houve algum contato em relação a uma possível permanência?

“Então, meus sete anos estão acabando ao final desta temporada e até agora não teve nenhum contato (sobre saída ou permanência), mas também acho que é muito cedo para falar de contrato. Vamos ver o que vai acontecer depois que acabar esse contrato, se ainda vai ter possibilidade de conversa para negociação. Vamos ver o que vai dar”

4 – Você está próximo de completar 35 anos, qual é a expectativa do Raffael? Pretende atuar por mais alguns anos ou prefere não pensar nisso ainda?

“A idade tá chegando, mas eu me sinto bem, ainda apto a jogar alguns anos, não sei quantos, mas pretendo (seguir jogando), sendo aqui ou depois que o contrato acabar, pretendo jogar alguns anos ainda, até quando as pernas aguentarem”

5 – Raffa, você certamente está entre os melhores jogadores do Borussia na década, atingindo números impressionantes, além de atuações do mais alto nível. A torcida tem muito carinho por você, como descreveria essa relação?

“A relação é das melhores, por isso escolhi ficar aqui por tanto tempo, porque minha relação com os torcedores é muito boa, de respeito, mesmo agora, atuando pouco, eles me apoiam e esperam que eu possa ser mais utilizado. Portanto, essa relação com a torcida é até difícil de descrever o que particularmente sinto, já vivi e vivo com eles”

6 – Reconhecido como um dos melhores da liga durante seu auge e depois dessa bela história no Borussia. Só faltou um título, Raffa?

“Sem dúvidas, acredito que um título seria o que tornaria a passagem ainda mais marcante, mas é muito difícil, né? A Bundesliga é muito difícil, muito competitiva e tem um Bayern que vem dominando nos últimos anos, com mérito. Um título seria muito especial.

7 – Você atuou sob comando de Favre, Schubert e Hecking antes do Rose chegar, existe alguma diferença no ‘estilo de 9/atacante’ do atual treinador em relação aos demais?

“O Rose gosta de um atacante mais clássico, mais alto, com forte físico de presença, pra jogar na frente e brigar com os zagueiros. Em relação aos outros, não tinha essa prioridade – no primeiro ano, quando jogava com o Max Kruse, que também é uma meia-atacante, fizemos grande sucesso no ataque e continuou com o Schubert e só agora com o Rose que ele prefere atuar com esse homem a mais ali na frente.

8 – Por fim, o técnico Marco Rose chegou e já conseguiu implementar a ideia de jogo dele. No dia a dia, os métodos de treinamento dele são diferentes dos outros treinadores que você já teve?

“Mudou o método sim, os métodos são mais intensos – ele prefere mais intensidade nos treinamentos, tudo aquilo que fazemos, é com intensidade. Essa foi a preferência que percebi, diferente dos demais – a cada treino ele quer ver a intensidade dos jogadores”

Agradecemos o nosso ídolo Raffael novamente por mais uma entrevista, gentileza e humildade.

Um comentário em “Em entrevista exclusiva ao Gladbach Brasil, o maestro Raffael falou sobre o futuro da carreira, tempo de jogo, diferença nos sistemas táticos e exaltou a torcida do Gladbach: “É difícil descrever o que sinto com essa torcida, tudo que vivi e estou vivendo”

Adicione o seu

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Blog no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: