Entrevista exclusiva com Kahê, ex-atacante do Borussia Mönchengladbach

Foto: Divulgação/ESPN

Carlos Eduardo de Souza Floresta, popularmente conhecido como Kahê, surgiu na Portuguesa e obteve destaque enquanto defendia as cores da Ponte Preta – chamando atenção do Borussia Mönchengladbach, que buscou a contratação do atacante junto ao Palmeiras, detentor dos direitos econômicos do jogador na época (2005), por €1,2M.

O jogador atuou em 56 oportunidades com a camisa do Borussia Mönchengladbach entre 2005 e 2007, anotando seis gols e contribuindo com cinco assistências. Kahê estreou na Bundesliga diante do MSV Duisburg, na 4ª rodada da temporada 05-06, contribuindo com uma assistência no triunfo de 2 a 1 dos Foals. Naquela temporada, o Borussia terminaria em 10º lugar na Bundesliga, o melhor desempenho da equipe desde 1997.

Na temporada seguinte, com praticamente o mesmo elenco, o Gladbach sucumbiu e foi rebaixado de forma vexatória, ocupando a lanterna na competição. O brasileiro Kahê, que vivenciou esse terrível momento da história recente dos Potros, falou com exclusividade ao Gladbach Brasil sobre esse e outros assuntos.

1 – Como foi o primeiro contato com o Borussia, quando surgiu o interesse na sua contratação?

“O contato que tive foi bem rápido, porque a janela de transferências estava pra fechar. O diretor de futebol estava no Brasil em busca de um atacante, uma vez que o Élber estava lesionado. Naquela época, defendia a Ponte Preta e vinha bem, fiz um bom jogo contra o Palmeiras e logo após o jogo, meus empresários se reuniram com o diretor e acertaram a transferência”

2 – Você anotou um gol muito importante, que deu a vitória contra o Dortmund, por 1 a 0. Como é a lembrança daquele momento?

“Foi o momento mais importante que eu tive nesses dois anos, nessa vitória diante do Dortmund, com gol meu. Foi realmente o gol mais importante que eu fiz, além de ser minha melhor partida pelo clube”

3 – Na mesma temporada, o Gladbach acabou rebaixado, você consegue explicar a sensação da queda e como ficou a atmosfera no clube?

“O clube estava se reestruturando e fizeram muitas contratações também. Nosso time não era dos piores, creio que não merecíamos o rebaixamento porque no 1º turno estávamos bem, no entanto, outras questões aconteceram e não conseguimos mais desempenhar em campo tudo aquilo que nosso elenco tinha condições e dessa forma o rebaixamento veio a acontecer. Foi algo muito triste para todos nós

4 – Naquele período, você fez parceria de ataque com Neuville, um dos grandes artilheiros do clube. Como era essa parceria entre vocês?

“Neuville sempre foi uma das pessoas que mais me ajudaram lá. Primeiro foi o Élber, que me ajudou desde o início, foi um cara sensacional. O Neuville me ajudou bastante, por ser também meu parceiro de ataque e na estreia, dei uma assistência para ele. Além disso, como não falava alemão, ele me ajudou bastante (conversando em espanhol e italiano), principalmente nas palestras dos treinadores”

Foto: Divulgação/ESPNBR

5 – Depois do rebaixamento, você deixou o clube, indo para clubes turcos. Qual foi a maior diferença entre as ligas, na sua opinião?

“Depois do rebaixamento foi decidido que continuaria, fiz uma boa pré-temporada, mas precisei fazer uma cirurgia. Assim que terminei a recuperação, recebi a oferta de um clube turco (Gençlerbirliği), que era muito boa tanto para mim quanto para o clube. A diferença é muito grande entre as ligas, principalmente em relação técnica e de intensidade”

6 – Sobre a torcida, aparentemente os torcedores acolhem muito bem os brasileiros que passaram pelo clube, como é a sua relação?

“É uma coisa impressionante (a torcida do clube), sempre me tratou muito bem, assim como todos brasileiros. É uma torcida muito apaixonada, que nos apoiou em todos momentos, inclusive no rebaixamento. Tenho um carinho muito grande e sempre que vou assistir aos jogos, é uma emoção muito grande”

7 – E com os antigos companheiros e com o clube, ainda há contato?

“Não tenho tanto contato, muito pelo Instagram, com jogadores como o Janssen, Neuville e o Insúa. Meu contato maior é com o Zé Antônio, que também mora aqui em Lisboa (Kahê reside em Portugal)

8 – Como você vê a diferença do clube da época que você atuou para agora, em relação a estrutura?

“Fui recentemente e vi a estrutura, que é muito maior, mas na época era muito boa. Agora tem hotel, tem tudo e as mesmas pessoas seguem trabalhando por lá, como Polanski, Neuville e Max Eberl.

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