O efeito Marco Rose no Borussia Mönchengladbach

Foto: Divulgação/The Runner Sports

Aproximando-se do fim, a temporada 2019-2020 traz um ‘mix’ de sentimentos no torcedor do Borussia Mönchengladbach, assim como um flashback da temporada passada, quando o clube iniciou muito bem a campanha e acabou perdendo a vaga da Champions League na reta final, após uma queda brusca de rendimento.

Ainda há muita coisa em jogo – faltam quatro partidas para o fim da Bundesliga, mas a sensação de dejavu é inevitável, e apesar do possível final ser igualmente frustrante em termos de tabela, é importante ressaltar algumas diferencias fundamentais nas campanhas. Ao contrário da temporada passada, o Gladbach é um time atrativo e condizente com a história do clube – adotando um futebol ‘agressivo’ e rodeado de bons talentos.

Outro ponto a ser ponderado é a recente chegada do treinador Marco Rose, que na primeira temporada comandando os Foals, conseguiu introduzir o estilo de jogo, que certamente agrada a maior parte da partida. O ‘choque de questão’ é algo que demanda tempo, e para os mais estrategistas, é possível analisar a reconstrução do clube, que, além da atual temporada, buscará a renovação do elenco, desfazendo-se de peças que já foram importantes, mas que não produzem o mesmo desempenho como antes.

Na atual temporada, por exemplo, todas as transferências realizadas pelo Gladbach e avalizadas por Rose, foram produtivas e satisfatórias para o clube – tanto para o presente, quanto para o futuro. Foram poucas adições, mas todas se encaixaram perfeitamente no estilo desejado do técnico, portanto, mostrou-se ser uma escolha correta a troca no comando técnico do clube, almejado pelo visionário Max Eberl, responsável pela reconstrução do clube.

Poucos, mas reforços precisos de Rose

Nas laterais, novo fôlego: Lainer chegou para resolver o problema no lado direito, enquanto Bensebaini rapidamente ganhou a idolatria da torcida, pela disposição e também pela capacidade ofensiva apresentada na temporada. Na linha de frente, o Gladbach investiu em duas contratações para repor a saída de Thorgan Hazard, negociado por €25.5M com o Borussia Dortmund – Marcus Thuram e Breel Embolo foram contratados, por um valor conjunto inferior a venda do belga.

Bensebaini vem fazendo uma temporada sólida pelo Gladbach (Foto: Divulgação/Borussia)

Colecionando boas apresentações, carisma e representatividade fora do campo, o jovem francês Marcus Thuram rapidamente se tornou um dos jogadores preferidos da torcida, enquanto Breel Embolo, apesar da grande desconfiança, mostrou-se ser uma peça importante para o funcionamento do sistema adotado pelo técnico Marco Rose. O atacante francês contribuiu com 14 gols e 9 assistências em 38 partidas, enquanto Embolo anotou 7 gols e distribuiu 5 assistências em 30 jogos.

Marco Rose demonstrou capacidade de realizar variações táticas na temporada

Taticamente, Rose mostrou diversas opções e não se apegou ao 4-4-2 diamante, formação tática preferida do treinador no Red Bull Salzburg. Pelo contrário, em uma rápida percepção, o novo comandante dos Potros concluiu que a formação não se encaixaria no elenco a disposição, e dessa forma, encontrou diferentes formas de extrair o máximo do elenco.

Denis Zakaria chegou a atuar como líbero em uma defesa de três defensores (Foto: Divulgação/Daily Mail)

O comandante alemão conseguiu recuperar jogadores bem criticados pela torcida nos últimos anos, como Oscar Wendt e Jonas Hofmann. O sueco, ídolo do clube e sinônimo de lealdade, recuperou a boa forma e recentemente assinou uma nova extensão de contrato, que o manterá no clube até junho de 2021. Já o sempre (bem) questionado Jonas Hofmann acabou tornando-se peça fundamental no time de Rose, especialmente pela ótima leitura de jogo, ocupação de espaço e o árduo trabalho sem a bola, deixando László Bénes à deriva.

Rose chegou a adotar uma defesa com três defensores, tendo Denis Zakaria a disposição na linha defensiva, atuando como líbero e realizando a saída de bola.

Reconhecido por dar chance a jovens jogadores, Marco Rose vem observando os talentos dos Foals

Outro lado válido a ser destacado é a presença dos jovens jogadores nos planos do clube, como pôde ser visto na atual temporada, mesmo que não tenham aparecido com frequência nos jogos da Bundesliga, as promessas participaram da pré-temporada e treinaram constantemente com a equipe principal, e vários deles foram elogiados pelo técnico Marco Rose, inclusive aparecendo ou estreando durante a temporada. Nomes como Conor Noss, Famana Quizera, Kaan Kurt e Jacob Italiano já não são mais estranhos para a torcida dos Foals

O jovem Famana Quizera vem treinando com os profissionais desde o início da temporada

Apesar de algumas teimosias e críticas merecidas, como a predileção por alguns jogadores mesmo em má fase e a demora para realizar alterações (quem acompanha desde a época de Lucien Favre, isso não é nada), o trabalho de Marco Rose é extremamente satisfatório e deve ser compreendido como a escolha ideal para seguir moldando a reconstrução do Borussia Mönchengladbach.

Para o torcedor que sofria ano a ano para evitar o rebaixamento, o sofrimento por chegar ou não à Uefa Champions League mostra claramente a mudança de patamar do clube. Classificando ou não para à próxima edição da Uefa Champions League, fica a satisfação pelo resgate da filosofia histórica do clube, que volta a ficar representado pela paixão do técnico Marco Rose.

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