2014-2015, a melhor campanha do Borussia Mönchengladbach desde 86-87

Foto: Divulgação/Arquivo Gladbach BR

Depois de uma importante reconstrução ao evitar o rebaixamento em 2010-2011, Lucien Favre conseguiu algo ainda mais grandioso nas temporadas seguintes, ao finalizar a temporada da Bundesliga 2014-2015 em 3º lugar, a melhor colocação da equipe desde 1986-1987, quando Jupp Heynckes comandava os Foals.

O desempenho foi ainda mais surpreendente devido as perdas na janela de transferência daquele ano: Marc-André ter Stegen havia sido negociado com o Barcelona, enquanto Juan Arango, sem acordo contratual, acabou deixando o clube. Por outro lado, o diretor esportivo Max Eberl teve papel importantíssimo na outra ponta, a de contratações. Yann Sommer foi contratado junto ao Basel para repor a saída de Stegen, enquanto Ibrahima Traoré e Fabian Johnson, assinaram a custo zero junto ao Stuttgart e Hoffenheim, respectivamente. Além disso, peças complementares como André Hahn (€2,25M, Augsburg) e Thorgan Hazard, cedido por empréstimo pelo Chelsea.

Alicerce da temporada, a defesa do Borussia foi a segunda melhor da competição (26 gols sofridos em 34 jogos), ficando atrás nesse quesito somente do campeão Bayern de Munique (18 gols sofridos em 34 jogos). Contratado para repor a saída de Stegen, o suíço Yann Sommer não deu tempo para a torcida se preocupar e lamentar a perda da prata da casa, enquanto na defesa, o xerife Martin Stranzl estava acompanhado do espanhol Álvaro Domínguez e na esquerda, Oscar Wendt seguia dando conta do recado. A dupla de zaga foi alterada após o triunfo diante do Bayern de Munique (26ª rodada) na Allianz Arena, por 2 a 0, com Jantschke substituindo Stranzl, lesionado.

Herrmann teve papel importantíssimo para o Gladbach no returno (Foto: Divulgação/Squawka)

No meio-campo, a dupla Kramer-Xhaka dava sustentação defensiva e auxiliava na criação de jogadas, ‘alimentando’ principalmente o trio que coroou a grande temporada do Borussia: Herrmann, Raffael e Kruse. O maestro foi o artilheiro dos Foals na Bundesliga com 12 gols e duas assistências, enquanto Herrmann e Kruse contribuíram com 11 gols cada, além de cinco assistências do Flaco e nove de Kruse.

A campanha realizada pelo Borussia Mönchengladbach no returno foi fundamental para o resultado final. Os Die Fohlen terminaram como campeões do returno, com o excelente retrospecto de 12 vitórias, 3 empates e somente 2 derrotas – somando 39 pontos, a frente do Wolfsburg (vice-campeão e comandado por Hecking) e do Bayern de Munique, 2º e 3º no returno, respectivamente. O Gladbach engatou uma sequência de 13 jogos sem perder, com 10 vitórias e três empates, antes de ser derrotado na rodada final para o Augsburg, quando já não almejava mais nada no campeonato.

O desempenho final do Borussia foi de 19 vitórias, 9 empates e 6 derrotas, totalizando 66 pontos, 13 a menos que o campeão Bayern de Munique e três do vice Wolfsburg. Naquela campanha, Favre tinha como equipe base: Sommer, Korb/Jantschke, Stranzl/Jantschke, Domínguez, Wendt; Kramer, Xhaka, Herrmann, Johnson; Raffael e Kruse

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