Borussia Mönchengladbach e os problemas defensivos que vem minando a temporada 2020-2021

Foto: Divulgação/GladbachLive

Defender, desde a saída do suíço Lucien Favre, nunca foi a especialidade do Borussia Mönchengladbach, mas a fragilidade defensiva dos Potros, mesmo com boas peças, vem comprometendo os resultados da equipe, não só na Bundesliga, mas também quase custou a classificação na fase de grupos da Uefa Champions League.

Olhando apenas para o cenário nacional, dentro da Bundesliga, o Borussia Mönchengladbach, na temporada passada, sofreu 40 gols e ficando com o terceiro melhor desempenho no quesito, atrás apenas do campeão Bayern de Munique e do RB Leipzig, com 32 e 37 gols sofridos, respectivamente. A título de comparação, na atual campanha, depois de 20 partidas disputadas, o Gladbach já sofreu 31 gols e nem mesmo o poderio ofensivo, com 37 anotados, é suficiente para equilibrar a balança.

Novamente traçando um paralelo com a campanha passada, nessa mesma altura, o Borussia havia anotado 38 gols e sofrido 23, ou seja, tem apenas um tento a menos na atual temporada, mas o desempenho defensivo piorou significativamente. Como isso pode ser explicado? Apesar de ser, na maioria das vezes, algo referente a um sistema defensivo como um todo, levando em conta toda equipe, os erros individuais vêm prejudicando a equipe, assim como a desatenção nos minutos finais.

No gol, o arqueiro suíço Yann Sommer voltou a demonstrar muita insegurança – apesar de algumas falhas na temporada passada, o suíço terminou a temporada como o melhor ou um dos melhores da liga, além de um altíssimo aproveitamento no percentual de defesas feitas. No lado direito da defesa, Stefan Lainer, que realizara boa campanha na temporada passada até a retomada do futebol, prosseguiu com o desempenho aquém, mostrado assim que a Bundesliga foi retomada em 19-20. O austríaco, sempre aguerrido, vem tendo baixíssimo aproveitamento nos passes e cruzamentos, além de estar comprometendo bastante na marcação.

Lateral austríaco não vem tendo bom desempenho na temporada (Foto: Divulgação/Borussia)

O lateral tem apenas 74% de eficácia nos passes, teve um erro que levou diretamente a um gol (diante do Köln, no Rheinderby) e ainda cometeu duas penalidades. O desempenho de Yann Sommer é ainda mais crítico, levando em conta dados estatísticos, o goleiro tem média de 2.2 defesas (58%) por jogo, uma queda brusca no rendimento, que chegou a estar acima dos 70% na temporada passada. Ademais, o suíço enfrentou cinco penalidades e não defendeu nenhuma, mas essa é apenas uma informação adicional.

No centro da defesa, Nico Elvedi e Matthias Ginter seguem com uma ótima parceria e, apesar dos números negativos da defesa, não comprometem defensivamente – ambos eventualmente falham, principalmente na questão posicional, mas é algo normal e que pode e deve ser trabalhado. Em relação aos números, Nico Elvedi tem média 7.21 de acordo com o SofaScore e possui bom desempenho nos passes certos, interceptações e cortes por partida. Ginter, assim como o companheiro, tem bons números, com média 7.22 e em relação ao companheiro, tem um número inferior de desarmes por partida. Ou seja, individualmente, a dupla de zaga segue se destacando.

Por fim, no lado esquerdo, a análise é um pouco comprometida uma vez que Ramy Bensebaini ficou ausente por boa parte da temporada, por efeitos da Covid-19 e enquanto esteve fora, foi substituído pelo veterano Oscar Wendt, que longe de ter a boa contribuição ofensiva de antes, também não comprometeu tanto na defesa, fez o básico e teve falhas eventuais.

As chances desperdiçadas vêm tendo papel fundamental no desempenho defensivo da equipe (Foto: Divulgação/Borussia)

No balanço da equipe, vale-se ressaltar também a ineficiência da equipe na frente, mesmo com números similares, o defeito da equipe prossegue: desperdício de chances, especialmente as intituladas “grandes chances”. Para se ter ideia, o Borussia Mönchengladbach é o 5º em grandes chances criadas (55) e o 3º em grandes chances perdidas (36), ou seja, o desperdício na parte ofensiva pode significar uma sobrecarga na defesa – lembrando uma velha máxima do futebol de ‘quem não faz, leva’.

De modo geral, a equipe precisa melhorar a transição defensiva, além do posicionamento, ponto mais crítico que pode ser notado – tendo como exemplo os gols sofridos diante do Stuttgart e Köln, ambos de contra-ataque e igualmente antes dos três minutos de partida, fruto de posicionamentos equivocados de toda equipe. É importante salientar também a desatenção aos gols sofridos nos minutos finais, algo que foi recorrente na Champions League (Inter e Real Madrid) e também na Bundesliga (principalmente os jogos em casa – Wolfsburg, Union Berlin, Augsburg e outros). O fato de desperdiçar chances e não ‘acabar’ com o jogo, gera um aspecto psicológico que estava se repetindo na temporada e agora passou a se inverter, com os gols sendo sofridos no início das partidas, também pelo déficit de atenção.

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