A permanência de Marco Rose é o melhor caminho para o Borussia Mönchengladbach?

Foto: Divulgação/SportBuzzer

Desde que foi anunciada a saída do técnico Marco Rose para o Borussia Dortmund na próxima temporada, devido a cláusula de saída, estipulada em €5M, o Borussia Mönchengladbach foi “ladeira’ abaixo” em todas as competições, acumulando desempenhos ruins e resultados piores ainda. Bem chateada, a torcida se posicionou diversas vezes e é publicamente contra a permanência do técnico no comando dos Foals, algo defendido por Max Eberl, diretor esportivo do clube. É o melhor caminho? Vejamos…

Vale-se ressaltar, primeiramente, que o desempenho do Gladbach não era algo espetacular desde o início da temporada, salvo exceção em algumas partidas e/ou bons períodos, tal como o bom início de 2021, suficiente para recolocar a equipe na parte de cima da tabela, disputando uma vaga nas competições europeias, algo que foi derrubado nas últimas semanas. Para se ter ideia, no início da temporada, o Gladbach acumulou diversos empates na condição de mandante, sempre levando gol no final.

Nos quatro primeiros jogos no Borussia-Park, o Borussia empatou três deles, todos por 1 a 1 – diante do Wolfsburg e Augsburg, a igualdade ocorreu durante ou depois de 85’ jogados. Contra o Union Berlin, um pouco antes, mas também nos instantes finais do confronto – Schlotterbeck empatou aos 79’. Em outra competição, mas em situações parecidas, o Gladbach cedeu a vantagem diante da Internazionale e do Real Madrid, e nas duas situações, com gols após os 85’ de partida – aos 90’ contra a Inter e aos 87’ e 90+3’ perante a equipe espanhola.

Retomando para a Bundesliga, os Foals seguiam parando em seguidos empates – ficou na igualdade em três jogos consecutivos, diante de Freiburg, Hertha e Frankfurt, antes do primeiro colapso da temporada, na derrota diante do Hoffenheim, de virada, por 2 a1, dentro do Borussia-Park, agravado por uma situação de indisciplina de Marcus Thuram, que disparou uma cusparada em um adversário.

A mini pausa de inverno foi suficiente para melhorar as coisas em Mönchengladbach: apesar da ausência de Thuram por seis partidas, o Gladbach teve ótimo início de ano, inclusive com triunfos imponentes contra o Bayern de Munique e o Borussia Dortmund, esse último dando fim a um longo tabu. Nos instantes finais dessa boa fase, os indícios voltaram a aparecer – outro empate por 1 a 1 com o Union Berlin, dessa vez caracterizado pela falta de ideias criativas da equipe, apesar da posse de bola, apresentando um domínio estéreo.

Revés no Rheinderby foi determinante para o aumento das críticas ao técnico Rose (Foto: Divulgação/DPA)

Na partida seguinte, uma boa virada diante do Stuttgart, pela Copa da Alemanha, parecia ter sido suficiente para a retomada de confiança da equipe, no entanto, em uma decisão totalmente inexplicável, o técnico Marco Rose promoveu sete alterações para encarar o maior arquirrival do Gladbach, o Köln, no Rheinderby, que terminou com triunfo dos bodes em pleno Borussia-Park. De lá pra cá foram cinco derrotas e um empate, selecionando o período após o anúncio da ida de Rose para o Dortmund, a situação fica ainda mais assustadora: cinco derrotas consecutivas.

O jogo imediato ao do anúncio foi contra o Mainz, que luta contra o rebaixamento, e mesmo assim, o Borussia Mönchengladbach voltou a mostrar pouco repertório ofensivo e foi derrotado, novamente com gol no fim da partida, dessa vez, aos 86’. Essa parece ser uma situação reversível somente em caso de uma grande vitória, mesmo que de forma inesperada, algo que parecia possível no confronto diante do RB Leipzig, em que o Gladbach abriu 2 a 0 de vantagem, no entanto, mais uma vez, a equipe sucumbiu, padeceu de ideias ofensivas e levou a virada aos 90+3’.

Jordan Beyer lamenta virada sofrida diante do Leipzig (Foto: Divulgação/DPA)

Nem mesmo uma apresentação razoável para boa diante do Borussia Dortmund na DFB Pokal foi suficiente, tendo em vista que os Die Fohlen foram eliminados, reacendendo toda a história sobre Rose e Dortmund, que obviamente não teve influência alguma nesse confronto especificamente, mas observando a ‘figura maior’, certamente teve impacto direto no desempenho da equipe, que embora não fosse tão satisfatório, ainda assim apresentava as qualidades que estávamos acostumados, principalmente ofensivamente.

Falta de repertório foi marcante diante do Mainz, porém, em apenas dois chutes no alvo, dois gols (Foto: Reprodução/Transfermarkt)

A temporada está praticamente finalizada para o Gladbach, salvo o otimismo de algum torcedor que ainda vê esperança na conquista de vaga para alguma das competições europeias, ainda que seja a novata Conference League. No entanto, a perda de confiança da equipe, somada ao desempenho e aos resultados caóticos, não levam a crer que seja possível uma ‘mudança de chave’, que poderia ocorrer com um triunfo inesperado, como citei anteriormente, mas que também não aconteceu quando poderia (Leipzig, Dortmund ou até mesmo diante do Leverkusen).

Nas próximas partidas, o Gladbach tem confrontos difíceis e caso acumule novas derrotas, certamente não fará sentido em manter a posição de defender a permanência do técnico Marco Rose até o fim da temporada. O próximo confronto na Bundesliga é contra o Augsburg, fora de casa, adversário extremamente competitivo e físico – será que jogadores decepcionados, chateados ou até mesmo ‘traídos’ vão conseguir se impor para tentar um resultado positivo?

Gladbach conseguiu limitar a criatividade do City, mas pouco ofereceu no ataque. O único chute no alvo ocorreu somente no minuto final (Foto: Reprodução/Transfermarkt)

De lado positivo, se é que seja possível elencar, é o conhecimento do Rose em relação ao elenco e do elenco em relação ao estilo de jogo, no entanto, se isso não é mais visto dentro das quatro linhas, o que há de positivo para se extrair? Lothar Matthäus, ex-jogador do Gladbach e hoje comentarista, afirmou que o elenco não confia mais no técnico.

Fica essa dúvida no ar, pois o acumulo de derrotados pode até não ser determinante para algum sucesso na temporada, a essa altura, praticamente inimaginável para a maioria da torcida, mas que provavelmente pode afetar as questões anímicas para a próxima temporada, causando incerta nos jogadores que já estão no elenco, assim como os possíveis alvos. Não é uma decisão fácil, mas a vida é feita de escolhas difíceis, e mais uma vez, essa é contigo, Max Eberl.

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