Lars Stindl, o ‘capitano’ do Borussia Mönchengladbach

Foto: Divulgação/Arquivo GladbachBR

Com o passar dos anos, algumas das figuras mais importantes da história recente do Borussia Mönchengladbach foram deixando a equipe, no entanto, um dos últimos a ingressarem nessa base de time foi o capitão Lars Stindl, que segue sendo peça importante para os Potros.

Contratando em inicialmente para jogar como meio-campista, basicamente na linha de volantes, Stindl durou apenas cinco partidas na posição – o início foi positivo, com dois gols e uma assistência diante do St. Pauli pela DFB Pokal, em triunfo de virada por 4 a 1. A sequência, no entanto, foi desastrosa assim como toda equipe – cinco derrotas consecutivas na Bundesliga, culminando na saída de Lucien Favre. Stindl iniciou todas as partidas, exceção ao último revés, diante do arquirrival Köln, quando nem mesmo do banco saiu.

A trajetória de Lars Stindl muito provavelmente, pelas coincidências do destino, está atrelada a chegada inesperada de André Schubert ao comando dos Foals – sob a tutela do carequinha querido, Stindl passou a atuar como centroavante ao lado do brasileiro Raffael, formando, a partir dali, uma dupla de enorme sucesso para o Borussia Mönchengladbach. Durante toda a temporada 15-16, Lars alcançou números excepcionais, com 14 gols e 15 assistências em 39 partidas.

A chegada de André Schubert foi fundamental para a ‘virada de chave’ de Stindl no Gladbach (Foto: Divulgação/WZ)

Na campanha seguinte, assim como o início do Gladbach, o meia-atacante não brilhou tanto, mas foi fundamental na segunda metade da temporada, já sob o comando de Dieter Hecking. Em jogo pela Uefa Europa League, o alemão viveu, muito provavelmente, o momento mais especial com a camisa do Gladbach ao anotar um hat-trick em Florença, diante da Fiorentina, em uma reviravolta espetacular.  No total, o meia-atacante anotou 18 gols e contribuiu com sete assistências em 44 aparições, sendo essa a temporada mais goleadora de Stindl, que também assumiu a condição de capitão da equipe após a saída de Granit Xhaka.

Nas duas temporadas seguintes, o capitano viveu os piores momentos com a camisa dos Die Fohlen – seis gols e cinco assistências em 34 jogos (17-18) e três gols e três assistências (18-19). Durante essas duas campanhas, ele acabou sofrendo duas lesões graves, o que prejudicaram o desempenho do capitano.

Recuperado e com a chegada do antigo e não querido ex-técnico Marco Rose, o meia-atacante não teve bons números em 2019, mas a partir da virada do ano, as coisas mudaram – no total, foram 11 gols e três assistências em 30 jogos. Já em 20-21, Stindl atingiu números semelhantes ao do primeiro ano pelos Foals – incríveis 17 gols e 15 assistências em 42 partidas, algo excepcional principalmente tendo em vista o desempenho irregular da equipe durante toda temporada.

Lars Stindl está entre os grandes nomes do Gladbach nos últimos anos e é figura importantíssima para o clube (Foto: Divulgação/Borussia)

Capitão da equipe há alguns anos, Lars Stindl pode não ter o mesmo estilo de liderança de Martin Stranzl e Granit Xhaka, mas sempre está presente para ajudar o Borussia Mönchengladbach dentro de campo. Até aqui, o capitano anotou 69 gols e distribuiu 48 assistências em 211 jogos pelos Potros, números que o colocam como 13º maior artilheiro da história do clube, apenas a dois tentos do ex-companheiro Raffael (71 gols, 11º) e a cinco de entrar no Top 10 (Ulrich Kohn, 73 gols).

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