Já é hora de ligar o sinal de alerta no Borussia Mönchengladbach?

Foto: Reprodução/T-Online

O início do trabalho de Adi Hütter no Borussia Mönchengladbach não tem sido o esperado, acumulando duas derrotas e um empate nos três primeiros jogos da Bundesliga. Mas já é hora para ligar o sinal de alerta no Borussia Mönchengladbach?

Assim como o técnico anterior, Hütter iniciou a jornada pelos Potros com uma classificação dura na DFB Pokal por 1 a 0 (Sandhausen em 19/20 e Kaiserslautern em 21/22). Na Bundesliga, apesar de uma pequena diferença nos resultados (1V, 1E, 1D vs 1E e 2D agora), o desempenho é semelhante ao daquela temporada, levando em conta a dificuldade da tabela atual em relação a anterior (Bayern, Leverkusen e Union Berlin em 21-22 e Schalke, Mainz e RB Leipzig no período anterior citado.

Tal como os adversários e os resultados, é de suma importância também ressaltar os desfalques que o técnico Adi Hütter vem sofrendo desde a pré-temporada, por exemplo, os jogadores participantes da Eurocopa atuaram apenas 60 minutos de um amistoso, enquanto outros ou estavam machucados ou acabaram se lesionando durante a fase preparatória, como Manu Koné, Breel Embolo, Alassane Pléa e Lars Stindl, enquanto Marcus Thuram também não reunia as condições físicas ideias, tanto que iniciou a partida diante do Bayern no banco de reservas e acabou sofrendo uma lesão de gravidade média contra o Leverkusen.

Apesar de conceder inúmeras chances claras ao Bayern de Munique, consagrando o goleiro Yann Sommer, o Borussia Mönchengladbach teve um bom desempenho no embate diante dos atuais campeões, mesmo com alguns desfalques importantes ou jogadores sem as condições ideias, como Pléa e Thuram. Na partida seguinte, diante do Leverkusen, aconteceu o ponto mais fundo do trabalho até aqui, no entanto, ressalvas devem ser feitas – os aspirinas abriram o placar logo no primeiro ataque, contando com falha de marcação e desatenção do goleiro Sommer, e a partir dali, as coisas simplesmente não funcionaram, algo perfeitamente normal em um dia infeliz de qualquer equipe.

Além do desempenho caótico, os Potros contaram com quatro substituições puramente por ordens médicas (Lainer, Thuram, Ginter e Pléa), sendo duas delas, Lainer e Thuram, de gravidade considerável, algo que deve prejudicar ainda mais o trabalho de Adi Hütter no futuro próximo. Em busca de uma reação imediata, o Gladbach conheceu um novo revés diante do Union Berlin, dessa vez por 2 a 1, em uma partida no qual a equipe até parecia ter sob controle, principalmente no aspecto da posse de bola, porém acabou cometendo dois erros individuais grotescos que colocaram tudo a perder.

Praticamente onipresente desde que chegou, Stefan Lainer será desfalque por tempo indeterminado (Foto: Reprodução/Bundesliga)

Evidentemente é trabalho do treinador corrigir as inúmeras falhas individuais cometidas pelo Borussia Mönchengladbach em apenas três partidas da Bundesliga, assim como o aspecto coletivo, com foco nas transições defensivas, situação que é deficiente há pelo menos cinco temporadas. Adi Hütter, no entanto, além de precisar demonstrar sua capacidade como comandante de alto nível, necessita de tempo para conseguir desenvolver a equipe.

Fazendo um paralelo com o antigo técnico Marco Rose, as coisas somente começaram a funcionar a partir da 5ª rodada da Bundesliga, depois de alcançar uma virada inesperada diante do Fortuna Düsseldorf, com dois gols de Marcus Thuram. Antes disso, as exibições eram sofríveis e o clube chegou até a ser humilhado pelo modesto Wolfsberger-AUS por 4 a 0 no Borussia-Park, em jogo válido pela Europa League.

Mesmo com a perda de posse, o Gladbach tinha superioridade numérica e não tomou as melhores decisões – Neuhaus e Scally visaram o mesmo jogador, que ja estava marcado por Ginter.
Stindl tinha opções fáceis de passe e acabou errando. No contra-ataque, Kramer foi facilmente driblado e apesar de três jogadores estarem marcando o mesmo adversário, nenhum deles marcou adequadamente.

Da mesma maneira que o técnico Marco Rose precisou abrir mão de algumas convicções, no caso do alemão, o 4-4-2 diamante, Adi Hütter não tem o mesmo problema, uma vez que deve manter o 4-2-3-1 deixado pela comissão anterior – o austríaco tem o dever de consertar as transições defensivas da equipe, além de observar a ineficiência de alguns atletas, especificamente Christoph Kramer. O início é turbulento e complicado, mas é necessário ter paciência.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s