Borussia Mönchengladbach tem atuação de doer os olhos, cai diante do fraco Hertha e segue campanha miserável sob o comando de Adi Hütter

Foto: Reprodução/Imago

Os triunfos diante do Borussia Dortmund e Wolfsburg acenderam uma esperança no torcedor, mas a frustração do empate contra o Stuttgart, devastado pela Covid-19, não chegou perto da atuação catastrófica do neste sábado (23), perante o Hertha Berlin, na capital alemã. Improdutivo do início ao fim, o Borussia foi superado por 1 a 0, tento de Richter, após trabalho defensivo porco da defesa.

Gladbach já soma incríveis quatro derrotas em nove partidas disputadas, sendo todas elas fora de casa e duas delas contra adversários fraquíssimos, como o próprio Hertha e o Augsburg. Os Die Fohlen têm apenas um triunfo fora de casa, diante do Wolfsburg, e quatro derrotas.

Exceção a Ginter, fora por conta de um resfriado, Adi Hütter repetiu a escalação das últimas rodadas, com o retorno de Bensebaini na linha de zagueiros. O início da partida foi até animador, com domínio completo do Gladbach, que não deixava o Hertha passar do meio-campo. Nico Elvedi quase abriu o placar após bom cruzamento de Netz pela direita, depois de um escanteio.

Com o passar do tempo, o Borussia seguiu tendo o controle da partida, mas extremamente improdutivo na frente – a bola não passava pelo meio-campo e nada saia pelas alas, dessa forma, houve um abuso do uso de lançamentos longos, todos equivocados. No único acerto de Stindl na partida, o meia-atacante deu bom passe para Embolo, no entanto o suíço, como de costume, finalizou mal.

Como se não bastasse o ataque infrutífero, os Potros conseguiram levar um gol proveniente de uma jogada de lateral longo – Beyer esperou Richter cabecear para depois tentar atacar a bola, que rebateu na defesa e voltou para o próprio Richter, desmarcado, bater de voleio para marcar. Beyer, que errou no início do lance, não acompanhou e deixou o ponta novamente livre para aproveitar a chance, naquela que foi a primeira finalização do Hertha na partida, aos 41’.

Hütter muda, mas equipe tem atuação ainda pior na etapa complementar

Hütter resolveu mudar para o segundo tempo, só que de forma equivocada, novamente. O treinador lançou Pléa e Neuhaus, nas vagas de Stindl e Netz, respectivamente. Ao contrário do que parecia, ele não mudou o sistema de jogo (passando Bensebaini pra lateral e jogando com linha de quatro defensores). Estranhamente, o time seguiu no 5-3-2 com Jonas Hofmann fazendo a ala pela esquerda. Pouco efetivo, mas o único a tentar durante toda etapa inicial, o alemão errou absolutamente tudo que tentou pelo flanco.

Após vinte e cinco minutos de um absoluto nada, o Gladbach finalmente conseguiu encontrar um passe entre as linhas, que chegou até Neuhaus, o meio-campista rolou para Pléa, que tinha boas condições para marcar, mas acabou escorregando e a finalização saiu de forma pífia. Seguindo nesse deserto de ideias, o Borussia não conseguiu produzir nada durante todo o segundo tempo, não causando qualquer perigo ao goleiro Schwolow, mero espectador. Além disso, o time ainda terminou a partida com duas alterações para se fazer, mas Hütter também considerou desnecessário realiza-las.

Sommer (5), Scally (4), Beyer (4), Elvedi (6,5), Bensebaini (5); Zakaria (5), Koné (5), Hofmann (4); Stindl (4), Embolo (4).

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