Jogadores pensam no próprio futuro, e enquanto isso, o Borussia Mönchengladbach fica pelo caminho

Foto: Reprodução/Imago

Depois da humilhação sofrida diante do Freiburg, 6 a 0 em pleno Borussia-Park, a culpa naturalmente é direciona ao treinador e com toda razão, no entanto, ele não pode ser o bode expiatório da situação vivida pelo clube.

Apático e completamente dominado, o Borussia Mönchengladbach sofreu cinco gols em incríveis vinte e cinco minutos de partida, superando até a catástrofe que foi o Brasil vs Alemanha em 2014, na Copa do Mundo. Os Potros conseguiram a proeza de conceder cinco tentos em menos tempo do que os comandados do ultrapassado Felipão.

O trabalho de Adi Hütter é extremamente questionável, algo que pode ser visto tanto na tabela, quanto dentro de campo, especialmente nos últimos dois jogos, os quais o Borussia foi tranquilamente humilhado (4-1 para o arquirrival Köln e 6-0 no Borussia-Park diante do Freiburg), contudo, apenas o fato do austríaco ter se mostrado um péssimo treinador não justifica o que aconteceu no Borussia-Park diante do Freiburg e até mesmo no revés diante do Köln, quando erros individuais gravíssimos foram cruciais para a derrota acachapante.

Adi Hütter tem sido incapaz de demonstrar que possui qualidades para comandar o Gladbach (Foto: Reprodução/Imago)

Apesar da campanha no máximo razoável da temporada passada, Florian Neuhaus havia se destacado, inclusive com evolução em alguns aspectos do jogo, como desarme, duelos e recuperação de bola. O meio-campista, no entanto, é uma decepção enorme na atual temporada, fazendo com que ele perdesse, merecidamente, a vaga de titular. Ele até, de certa forma, aproveitou as oportunidades recentes, anotando dois gols, mas o erro infantil que gerou o segundo gol no Rheinderby serviu para ratificar a atuação situação do meio-campista.

Neuhaus é um nome bem visado no mercado e pode ter algumas opções, porém o destino que era mais provável, do Bayern de Munique, já não parece ser um caminho tão natural como outrora – Flick deixou o clube, que já possui titulares absolutos no setor e ainda adicionou Sabitzer ao elenco. Essa incerteza sobre o futuro pode ter algum peso no atual momento do jogador, situação comum com outras atletas, como Ginter, Zakaria, Hofmann, Thuram e Pléa, por exemplo.

Dentre os citados anteriormente, Ginter e Zakaria podem até sair de graça, uma vez que o contrato de ambos termina ao final da atual temporada, sendo assim, o Borussia pode até tentar algum retorno financeiro em janeiro, mas certamente não será algo substancial. O volante vem jogando bem e se destacando, enquanto o zagueiro não vem apresentando atuações dignas de um atleta internacional. Na linha de frente, Pléa parece os dias contatos no clube, assim como Thuram, quase negociado com a Internazioanale no início da atual temporada. Hofmann, por fim, já declarou que não descartaria uma mudança de cenário – o meio-campista vem sendo o principal jogador do clube.

Todas essas situações, em conjunto com a dificuldade financeira do clube, proporcionam um cenário blasé que pôde ser visto diante do Freiburg – exceção a Yann Sommer, que esbravejava diante dos demais atletas, nenhum outro jogador pareceu dar a mínima para a situação. Nenhuma bronca, ajuste, falta mais dura no adversário para mostrar vigor ou até mesmo uma cera para tentar acalmar os ânimos e buscar melhores instruções. Quem deveria liderar, como Matthias Ginter, se calou de forma apática.

Apesar de habitualmente ser um executivo de sucesso, Max Eberl tomou decisões que parecem equivocadas e o futuro é ainda mais desafiador (Foto: Reprodução/Imago)

E esse é o cenário que vive o Borussia Mönchengladbach, em vias de outra temporada sem qualquer anseio internacional e caso não abra o olho, uma disputa na parte inferior da tabela, dada a incompetência do atual treinador e o desinteresse de boa parte dos atletas. Por fim, a responsabilidade está nas mãos de Max Eberl, que também merece críticas pela atual situação.

A escolha do novo treinador pode ter sido um pouco precipitada, uma vez que outros nomes de destaque também estariam disponíveis, assim como o valor elevado da multa de Adi Hütter no Eintracht Frankfurt – €7.5M, maior quantia paga por um treinador até a mudança de Nagelsmann para o Bayern. Em outro movimento que se provou errôneo, o diretor de futebol concordou com empréstimo oneroso com obrigação de compra do atleta Hannes Wolf, totalizando €11M pelo jovem austríaco, que sequer está entre as primeiras opções do banco de reservas. Esse valor poderia ter sido melhor usado, ou em novas contratações ou na renovação de contrato de alguns atletas.

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