Bernd Krauss, o último técnico a conduzir o Borussia Mönchengladbach a um título de primeira grandeza

Foto: Reprodução/Bundesliga

Levantador de taças na década de 70, o Borussia Mönchengladbach passa por uma longa seca sem títulos de primeira grandeza – o último veio em 1995, com Bernd Krauss no comando da equipe. Ex-jogador da equipe, Krauss conduziu uma talentosa equipe ao título da DFB Pokal da temporada 1994-1995.

DFB Pokal 94-95: a última glória do Borussia Mönchengladbach

Segurar um troféu em suas mãos é impressionante. Foi como um conto de fadas para mim”, afirmou o antigo treinador dos Potros, relembrando a conquista épica. Novato na função, Krauss aplicou algumas ideias inovadoras na época: “Jogamos um futebol moderno – rápido, cheio de recursos e explorando muito as pontas. E tínhamos Stefan Effenberg como líder”, destacou.

Alguns anos depois de conquistar a Copa da Alemanha, Bernd acabou deixando o clube em 1996 por desavenças com o presidente Karl-Heinz Drygalsky. Em seguida, ele se tornou treinador da Real Sociedad, equipe que comandou por dois anos até receber um convite do Borussia Dortmund. Natural da cidade, Krauss não pensou duas vezes e logo assinou com os aurinegros, no entanto, ele foi incapaz de lidar com as estrelas da equipe e durou apenas 67 dias no cargo. Foram 13 jogos, com cinco empates e oito derrotas, além de 21 gols sofridos – o lendário Udo Lattek, junto com Matthias Sammer, se encarregou de salvar a equipe do rebaixamento.

Foto: Reprodução/Fussballeck

Não deveria ter aceitado a proposta do Dortmund. Estava muito ligado ao clube emocionalmente, além disso, não existia entendimento entre a equipe. A demissão passou a me “queimar”, eu não era mais desejado como treinador na Alemanha, minha reputação sofreu tremendamente. Esperei por ligações em vão, às vezes sentia como se o teto estivesse caindo sobre mim”, disse Krauss, que de fato peregrinou por diversas equipes depois de ser demitido do Dortmund, sem qualquer sucesso e com passagens de curtíssima duração.

Ele passou por Mallorca (15 jogos), Aris Saloniki (11 jogos), Admira Wacker (12 jogos), Pegah Gilan e Baniyas (ambos carecem de fontes confiáveis sobre jogos), Tenerife (4 jogos), Schwadorf (17 jogos) e por fim o ES Sahel, por apenas cinco partidas. A última aventura como treinador aconteceu pelo ES Sahel, da Tunísia, em 2012. Depois disso, Krauss não voltou a atuar como treinador.

Como jogador, Bernd Krauss vestiu a camisa do Borussia Mönchengladbach em 204 oportunidades entre 1983 e 1900, quando se aposentou – ele anotou 13 gols e distribuiu sete assistências. Volante, ele obteve muito sucesso na Áustria, atuando pelo Rapid Vienna. Além disso, vestiu a camisa da seleção austríaca 22 vezes.

Já como treinador, Krauss teve passagem pelos Foals como treinador do Gladbach II, assistente técnico e interino, antes de assumir o comando de forma definitiva em 1991. Entre 1991 e 1996, ele dirigiu os Die Fohlen em 171 partidas, somando 81 triunfos, 34 empates e 56 derrotas – o melhor resultado, sem dúvida alguma, foi a conquista da Copa da Alemanha em 1995.

Informações retiradas da entrevista ao Aachener Zeitung

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